sábado, 18 de setembro de 2010

(...) Não há tempo pra recuperá-la.

Andei notando que ultimamente ando tendo um gosto maior pela água — bom —, só lamento o fato de começar a aprecia-la no seu fim — se estou certa. Já sinto uma enorme falta dela quando não disponível, e temo preagnosticar como será daqui alguns meses — sem ela literalmente. Sim, fará falta, e até que não faça, ninguém se importa.
Penso que, se o outro está esbanjando, ao invés de mim poupá-la e por muitas vezes deixar de usá-la para a preservar, eu vá fazer o mesmo. Assim aproveito enquanto resta quantidade suficiente para submejir-me no banho, deixando-a ir embora enquanto escovo os dentes e por aí vai — não é assim que acontece?
Só penso, que não há ciência e substância existencial suficiente para que possa substituí-la. Não há alimento mais nutritivo e saciador tanto quanto tal. Não haverá ser vivo que sobreviva sem tal. Não há humanidade que prossiga sem se debilitar. Não há tempo pra recuperá-la.

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